Hoje faz 1 ano que fui operada da escoliose.
A cirurgia durou 9 horas e nela ganhei 25 parafusos de titânio. Foram
10 dias no hospital, algumas alucinações sob o efeito da morfina, e um
novo ódio mortal: sopas e iogurte. Blargh!
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| Essa aí sou eu, antes e depois da cirugia |
Assim que pude iniciei a fisioterapia pós-operatória, mas sentia que algo estava errado: eu não conseguia ficar reta nem por decreto. Os meses passaram, e, como nada melhorava, meu médico pediu um novo raio X. Veio a bomba: eu estava certa (infelizmente) e teria que passar por uma 2ª cirurgia para corrigir o que havia dado errado. Eu tinha perdido a 1ª batalha, e isso não estava nos meus planos. Aliás, todos os planos que eu havia feito para 2012 foram por água abaixo com essa 'novidade'.
O doutor diz que sou "corajosa e pé no chão" por enfrentar o 'inimigo' de frente, mas discordo: sinto que sou uma kamikaze, pronta para mais uma batalha, para o que der e vier, mas com um estoque de tristeza consideravelmente pesado.
No post anterior recebi diversos comentários de apoio, e também de empatia, de pessoas que passaram ou passam por batalhas pessoais, e quero agradecer a todos. Também quero ressaltar que meu objetivo nunca foi implorar por atenção ou pena (conforme algumas pessoas julgaram).
Apenas compartilho as batalhas de uma guerra pessoal, que já dura quase
21 anos. O importante é que a maioria teve a sensibilidade e humanidade
para entender minha situação.
Quem me conhece sabe que sou uma amante de aforismos, então termino esse post com uma frase de Sigmund Freud, que agora se encaixa de forma quase literal em minha vida:
"Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro." (ou quem sabe...titânio?)
